A final Portugal-França — a Vitória!

Não muito a dizer neste último comentário. Apenas que GANHAMOS E SOMOS CAMPEÕES EUROPEUS.

Mas ainda assim algumas notas:

  • Como tinha pensado na última entrada, o cansaço acumulado da selecção francesa foi determinante. Fernando Santos acabou por fazer uma gestão dos minutos que ajudou Portugal (apesar dos 3 prolongamentos) a ter mais frescura física.
  • A França não joga nada. Ou pelo menos não foi tão equipa como Portugal. Os momentos franceses resultaram de acções individuais. Arrancadas possantes do meio campo e pouco mais. Houve muito pouco jogo colectivo na França — muito por culpa da forma de jogar portuguesa e o mérito é do Fernando Santos. Por outro lado a violência dos jogadores franceses faz lembrar os “Panzers” de uma Alemanha que já não joga assim. O futebol francês precisa reinventar-se em vez de seguir estes caminhos. E resta ainda saber que falta fez Benzema? Mas não vou meter a foice em seara alheia. Azar o deles, proveito o nosso.
  • Há uma pequena farpa para lançar ainda “E tu Leo? E tu Zlatan?”
  • Fernando Santos. Casmurro, teimoso, mas acima de tudo muito inteligente. E se é claro que por vezes eu gostaria de ver a selecção a jogar de outra forma, ele sabe levar a água ao seu moinho. Não estaríamos certamente à espera de ver Portugal a jogar de forma autoritária como a Alemanha pois não? Fernando Santos sabe o que queria fazer e conseguiu-o. Portugal tem agora uma equipa e uma identidade. Trabalhadora, solidária e honesta. Pode não ser bonita, pode não marcar muitos golos, mas deixou de ser Cristiano e mais 10. Só por isso valeu a pena. Agora com o título valeu muito mais.
  • E por fim, àqueles que foram lendo estes comentários, obrigado pela paciência e

SOMOS CAMPEÕES EUROPEUS

A final Portugal-França — O Cansaço!

Minutos Jogados por Portugal e pela França

Um dos factores que muito se tem falado tem a ver com o cansaço do jogadores. Será que vai ser um factor decisivo na final do Europeu? A verdade é que Portugal e França são muito semelhantes na utilização de jogadores neste Europeu 2016 (com algumas diferenças).

Portugal tem 3 jogadores com mais minutos nas pernas que a França — Cristiano Ronaldo, Rui Patrício e Nani — por fruto dos dois prolongamentos, mas entre as posições 4–10 of jogadores franceses tem mais minutos nas pernas. A partir daqui novamente Portugal volta a ter jogadores com mais minutos que a França.

A figura mostra que apesar dos dois prolongamentos há um gestão mais alargada dos minutos da selecção nacional. Em parte por causa das lesões e outra pela procura do Fernando Santos em encontrar um 11 estável. Moutinho começou e saiu, Renato entrou. Ricardo Carvalho deu o lugar ao José Fonte. E ainda há os casos dos laterais e dos trincos. Enfim, a selecção nacional foi sofrendo ao longo do europeu uma série de ajustes.

Por outro lado a França tem uma equipa mais regular, sendo que a rotação de jogadores não é tão pronunciada. Poderá ser uma vantagem para nós, mas a gestão dos minutos terá que ser bem feita, até porque o Cristiano e o Nani estão com muitos minutos nas pernas.

Já agora a grande surpresa desta análise é o Quaresma. O Mustang tem apenas 191 minutos e atrás dele só estão o Bruno Alves (90), o Éder (13) e o Rafa Silva (1). Dá que PENSAR! Talvez possa ser uma boa ARMA QUASE SECRETA para a Final.

Graphene Batteries. Maybe the future?

I’ve been a bit sceptic about electric cars getting massive adoption in the next few years because of the battery technology. I believe that you’ll need at least a 10 fold increase in capacity per litter and cost before you’ll see true massive adoption of the electric car.

If you look at the electric car, the limiting factor — or the critical factor if you prefer — is the power source. How to store and charge the batteries. Until now if you really want to be willful you can be an early adopter but waiting at least 30 minutes for a 80% charge is not going to cut it in a world where fueling takes 2 minutes at the petrol station.

Now, researchers at UCLA announced that they developed a new kind of battery made of Graphene, that charges much faster than anything previously invented. The technology would allow a MacBook Pro to charge in just 30 second. AMAZING.

Now they’ve made this announcement and are basically looking for funding. I haven’t read the publications they produced, and this might end up being an hoax. Or, due to some technical impossibility impossible to market. They naturally sell it beautifully and being all marvels in the elevator pitch but globally there are many hurdles before such a wonderful super-capacitor could be in the market.

Quando se ganha é mais difícil dizer mal…

E mesmo vencendo é sempre possível melhorar. A selecção continua a mostrar alguma fraqueza, principalmente no toca a controlar o meio campo, mas se a solidariedade defensiva é notória o ataque é manifestamente parco.

Uns dirão que é defeito outros que é feitio do Fernando Santos. Solidez e depois logo se vê o que se conquista. Talvez o Fernando Santos esteja correcto e uma selecção, não sendo um clube e não tendo o tempo de preparação que os clubes têm, talvez deva ser isto mesmo, uma solidez defensiva onde o que se puder construir ofensivamente virá com o tempo — E talvez por isso a selecção esteja a jogar melhor a cada jogo que passa.

Por falar em solidez, no meio campo gostei de ver o Danilo que acho ser melhor que o William Carvalho e continuo a achar que o João Mário podia ser 10x melhor do que ê se trabalhasse mais e fosse um pouco mais humilde.

A nossa defesa foi um susto que não se concretizou, até porque o Bruno Alves não partiu a cabeça a ninguém e consegui não se expulsar — só isso vale logo pontos. Continuo a dizer que este Raphael Guerreiro é do melhor que lá temos neste europeu e o Cédric também cumpriu, muito embora alguém lhe deva dizer que chutar a 40m da baliza é só para o CR7 e que nem assim tem funcionado.

E no ataque, vi um Cristiano mais solto e veloz que nos primeiros jogos. Com mais mobilidade e energia, o que de certa forma justifica o seu melhor rendimento. O Nani… pois. A impulsão do Cristiano é simplesmente brutal.

Suplentes de luxo. Até o Moutinho ajudou (se bem que continua a estar muito bem no banco para a final). E o Quaresma está um senhor.


 

Por fim, Alemanha ou França para logo à noite? Indiferente. Seja quem for que chegue já se sabe que se fizerem um penaltie sobre um jogador português o árbitro vai marcar ao contrário, que se a bola entrar, o golo vai ser anulado. Para uma equipa que não joga nada os árbitros tem andado muito preocupados em garantir que Portugal não joga mesmo nada. Mas “sonhar é grátis”. Até Domingo!

Facebook in Paris without a tablet

Facebook to translate posts into different languages AUTOMATICALLY

Well, AUTOMATICALLY is the interesting aspect of all this. Not because the capability is there, but because it has some ethical aspects to it. Why should something be able to do that? What if I post a Portuguese poem? How is FB going to translate Shakespeare?

Naturally 99% of what is posted on FB is irrelevant and could be translated for ease of comprehension. But in any case the way a translation is made can have a great impact on the perceived message. Great translators can capture the aesthetic of the original and sometimes paraphrase to capture the play of words.

Facebook can’t do any of these subjective things. FB is not going to achieve anything else other than sterile translations. And for the cases where you could express something other than words … well don’t share on social media. Read, enjoy, write.

Paris oldies

Paris decided to ban old cars. Not the classics, just the old, polluting cars. Anything pre 1997 can’t circulate from 8am to 8pm. Well, me owning a 1998 car, makes me wonder if I should start thinking about replacing mine. Anyway Lisbon is starting to become a bit claustrophobic for cars anyway.

Are tablets dead?

I’ve been looking at my iPad sitting in the shelf for so much time that I started to wonder if tablets are becoming a type of XXI century CD. Very hyped in the beginning but suddenly no one want’s to use them anymore?

I went to see my website statistics and smartphone visits beat tablets 6:1, so is there a reason for this or is it just an outlier? Maybe with all the big screen smartphones no one wants to lug around a tablet anymore.

Ao 5 empate Bayern 2–Resto do mundo 0

O Português é um tipo teimoso, que é incapaz de mudar de rumo mesmo que na sua frente esteja um iceberg, e chama a essa teimosia “persistência”, “acreditar”, “fé”.

O Fernando Santos é um desses Portugueses. Tem uma fé inabalável numa forma de jogar que tem mostrado um futebol um tanto ou quanto chato, mas relativamente seguro. Bem seguro a defender, inócuo a atacar.

As mudanças a este sistema são sempre em pequenas etapas, em pequenos acidentes, fruto dos azares de uns, da revelação de outros.

Finalmente tivemos o Renato Sanches a titular e que titular. Aliás o Renato Sanches foi sem dúvida muito bom enquanto o vagabundeou pelo meio campo, antes do Fernando Santo o prender a médio direito neste 4-4-2.

O Quaresma é uma bela arma secreta, que sem ser secreta continua a dar um pouco de alma a uma selecção que deixou a inspiração no autocarro.

O Cristiano. COMO É POSSÍVEL FALHAR AQUELES DOIS GOLOS. Está claramente em baixa de forma e não fosse o peso que tem e a atenção que força os adversários a ter e seria relegado para o banco como o Moutinho. Moutinho que mais uma vez entrou e nada fez senão passes para o lado.

Os penalties! Marcamos cinco em cinco e o escalonamento foi uma das decisões mais acertadas dos últimos tempos. As crianças nervosas no princípio, os veteranos iceberg no fim. Claramente foi jogada de mestre percebe que o estado de ansiedade em que anda o CR7 não dava para ele marcar no fim.

E por falar nos penalties o Rui Patrício fez talvez o melhor jogo do Europeu — embora seja verdade que não teve nenhum jogo mau, até nos 3 golos Hungria esteve isento de culpas.

A Polónia poderia ter sido mais perigosa. Poderia, mas veio tarde. Esteve muito confiante que poderia ganhar nos penalties e andou a empatar o jogo durante muito tempo. Mas como se diz por cá “quem com ferro mata, com ferro morre”.

Bem, e agora faltam 2 jogos, que se formos teimosos, e somos, vão dar dois empates. Mas até lá o Fernando Santos provou que com 5 empates consegue-se estar entre as 4 melhores equipas da Europa. Se isto não é um sinal de alarme para a comissão de regras de futebol não sei não.

What does football, Brexit and my kitchen have in common?

After loosing to Chile (second time in a row), the second best player in the world doesn’t want to play anymore for his country at the age of 29 (after four lost finals). Maybe there was some problem with the money suitcase travelling to the Cayman islands, but in any case Argentina loses big time and probably only Adidas and Barcelona can call themselves winners in this strange decision.

Back to Brexit, when you have Sarah Palin, Putin, Trump, and Iran, all congratulating the Leave you know you have a problem in your hands. Britain has made one of those mistakes that will take 50 years to overturn, unless politicians ACT NOW.

And still in the UK, finally, scientists are waking from their lethargic lab experiments to the realisation that there won’t be much funding after Brexit after all. And if there is a class of workers that can smell the lack of funding a mile way… that’s us scientists. SHOW ME THE CHEESE.

Robots

I love them, thing that they’ll be great in the future, but I don’t understand this quest to make robots resemble mammals — humans, dogs, unicorns… The latest from Boston Dynamics is the epitome of absurdity. A robot-dog doing the dishes… And while they have some sense of humor showing the hurdles that robotics still has to overcome at the end of the video, these four legged versions are reaching the end of interestingness (maybe that’s why Google wants to sell the company).

The interesting part of robotics is not the development of Hardware, but software, mainly “brains”. And brains are algorithms, are neural networks, are simulations, new computation forms, inverse kinematics, and so on. Probably this platform has already reached its limit and is time to move on. For me a robot is something on this software side of the viewpoint. Tesla’s autopilot makes the car a kind of robot, and a very capable one. It doesn’t need to look like a whale to do drive.

and the answer to the question is NOTHING

E ao quarto empate… Portugal ganhou.

Tudo neste último jogo foi diferente dos anteriores, apesar do empate — nos 90 minutos.

No jogo do mata-mata não há espaços para recuperações milagrosas como as do jogo com a Hungria. Fernando Santos sabia-o e colocou uma equipa mais sólida defensivamente. Que antes de ganhar o jogo sabia que não o podia perder infantilmente — e sabe-se o quão infantil são alguns dos golos sofridos por Portugal.

Voltou o Raphael Guerreiro que está a jogar muito bem. Saiu o Moutinho que está a passar ao lado do Europeu e também o Vieirinha — finalmente. E se para mim a dúvida entre o Adrien ou o Renato penderia para o Renato Sanches, também compreendo que na lógica do primeiro parágrafo o Adrien fosse o escolhido. E secou muito aquele meio campo croata, principalmente Modric.

Quanto ao desenrolar do jogo, claro está que Fernando Santos percebeu aquilo que já tinha dito. Portugal tem muitas deficiências e não pode pensar que vai impor o seu futebol a quem quer que lhe apareça pela frente.

Tem que jogar na matreirice, na oportunidade do contra-ataque. O Cristiano Ronaldo vai ter muito poucas oportunidades de rematar. Tudo terá que ser mais eficiente. Jogar à italiana. Defender, correr, marcar.

E entre o 4-4-2 ou o 4-3-3, parece que a “geringonça” de Fernando Santos vai funcionando, se bem que por momentos a equipa pareça um pouco perdida no que fazer.

A Polónia é o adversário que se segue e novas dificuldades surgirão no cardápio. Mas isso é só na próxima quinta-feira. Até lá há que descansar as pernas — e a Polónia também teve prolongamento — e acreditar até ao fim que o Mustang poderá novamente tirar um coelho da cartola.

JASP or not to JASP? Bayesian statistical methods for free.

There are two ways of doing statistical analysis. One that I call the Excel approach and the other that I call the Experts approach.

The idea is that you use the former if you are a mouse user, and like to point and click at things without really understanding what is happening (and without much control either).

The latter is used by those who want finer control over the outputs, usually requiring some understanding of the theoretical aspects of the analysis, and requiring a lot more punching of the keyboard.

All this introduction comes from the fact that I’ve been experimenting a statistics software called JASP that aims to be a small statistics software — ‘an alternative to SPSS’ — that fall in the realm of Excel users but has the power of Experts underneath.

JASP has only a few, well… FOUR, categories of analysis — t-tests, anova, regression, and frequencies — and this is probably fine for most of the use cases. I find it particularly interesting for EDA (Exploratory Data Analysis) where you just want to get a feeling for the data your working with.

Everything is very visual and done with the mouse, from loading data, to clicking through the options of the analysis you want to perform.

The output is beautiful but limited to HTML with the images embedded as png data:uris. It would be great to export the results for use in academic papers — eps or pdfs would be great for LaTeX. This makes JASP a little limiting.

In any case JASP is still in its infancy, and probably will evolve rapidly. As for exploratory data analysis software there are alternatives. One of my favorites is Mondrian. Mondrian is old — started in 1997, lates stable if from 2011 and latest beta is from 2013 — and doesn’t have the beautiful graphics of JASP — but, sometimes simple things are the best.

The cool thing about JASP is that all the clicks and clanks are just a way to pass parameter to R functions. The backend is R and therefore you can do everything the hard way if you really need to improve on the existing functions. For example, sometimes you need to make your plot scales logarithmic. There is no way to do that in JASP but if you use the R function underlying it… you solve your problem — and you can export PDFs for paper production.

The R scripts that power JASP are available at Github, meaning that if you want to use them in your own advanced work in R just go ahead and read them.

The British Strike OUT. What a mistake they made!

Well, the chances where there, the clowns were out, the stupidity made them blind, and now BRITAIN VOTED OUT. This might be the biggest face changing in Europe since WWII and we all will have privileged seats to watch/or be part of/ whatever you prefer.

The late Iain Banks, one of Britain best writers of the late XX/early XXI centuries, summed the discussion at hand.

Iain Banks quote

Today I’m seeing a lot of people anger now that the remain lost. They are all scratching their heads and thinking how was this possible. Edward Snowden put it best:

Letting a society go into a spiral of discussing stupid ideas results in stupid decisions. That is something that Serge Galam showed with his voting models in a theoretical viewpoint.

The British will have to pay for this adventure. They are already paying in some sense because the Sterling Pound immediately collapsed:

Sterling Pound Collapses after results

I’m a great defender of change. Change, like the great Portuguese poet Camões once said the world is change, which forever takes on new qualities, [Todo o mundo é composto do mudança,//Tomando sempre novas qualidades], drives the world. But not when it sends your country into a deadlock.

The EU failed Europeans because they didn’t change. They imposed power in a top-down manner and this is forcing EU nations to change in unpredictable and radical ways and like Britain letting countries go into a spiral of nationalism that reminds the ideas of the post WWI that lead to WWII.

Speaking of which, the Guardian has a science podcast about find new planets. Anyone that is in shock might start searching for a space ship out of the planet. Well at least out of the island, but I suspect that the ones running for their CVs are those in Brussels.

Portugal e a tática do 3-3-3-3?

Pois é, e não estou a falar do resultado. Esta selecção mete-se em alhadas não porque quer, mas porque tem ali meia dúzia de nabos que nem num batatal saberiam apanhar a hortaliça.

Foram 3 erros de defesas que deram origem a 3 livres e de 3 livres surgiram 3 golos Húngaros. Porquê tanta azelhice? Eliseu? Mas que jogo para esquecer. E o disparate foi tanto que até o Ricardo Carvalho fez asneiras.

Mas 3 golos de lances de bola parada por burrices de defesas previamente… Vamos ser a delícia da Croácia.

Finalmente parece que o Fernando Santos viu que o Moutinho está a passar ao lado deste europeu. Gostei finalmente do William Carvalho e honestamente não percebo a invenção do Danilo a jogar lado a lado, mas pode ser que funcione, pode ser.

E claro que o Nani já se viu que só funciona 45 minutos e que depois desaparece. O Quaresma continua a mexer na equipa — quando joga — e o Renato Sanches devia ter mais minutos. Mas eu que não percebo nada de futebol QUE RAIO SEI EU?

Agora no mata mata a coisa pode ser uma de duas desgraças. Ou se perde ou se vêm embora. E apesar de compreender a lógica de querer ficar no “lado bom” do quadro dos oitavos, este lado é o lado que vai dar problemas a Portugal que não sabe jogar contra equipas fechadas e defensivas. No outro lado do quadro a Inglaterra poderia dar mais espaços…

E por fim a Croácia-Portugal no Sábado às 20h, ou será o nosso fim? — Só tenho uma dúvida: Quem vai marcar o Modric? é que a velocidade do rapaz é demais para os nossos 6, seja William, Danilo, Moutinho ou outro qualquer. Acho que vou ter que comprar uma caixa para azia que a tática vai ser um 31.

O preço das casas sobe em Lisboa

Segundo um relatório — e ultimamente todo o jornalismo parece provir de relatórios. Será que ainda há jornalistas à antiga, que vão para a rua, que fazem perguntas? — mas como dizia, segundo um relatório, vendem-se mais casas em Lisboa e mais caras.

Vendem-se e a cidade está mais cara. Se tanto dinheiro está a entrar a rodos, porque é que os lisboetas não estão a tirar partido disso?

Para além do mais ir à baixa da cidade tornou-se insuportável com tanto japonês desembarcado dos paquetes atracados no rio e tanto tuk tuk a tentar levá-los para onde possam clickar os postais que viram quando reservaram a viagem.

DIVAGANDO

Apre. Não, não estou contra o turismo, mas temo que a gentrificação do centro leve a um nivelamento por baixo da qualidade das casas em Lisboa.

E isto claro tem a ver com as novas centralizadas de Lisboa. É preciso potenciar o crescimento de zonas mais afastadas da cidade. Tornar outras zonas atractivas. Claro que a mobilidade forçada dos Lisboetas acabará por fazer parte do trabalho, mas seria interessante ver mais iniciativas para que tal acontecesse.

Tradicionalmente as câmaras municipais tem visões extremas das hierarquias da cidade. No topo as elites são privilegiadas — e por elites hoje em dia estamos a falar das corporações e não tanto dos particulares — pelas câmaras, por causa dos investimentos que trazem.

No outro extremo as câmaras querem votos e atacam os problemas de pobreza — muito de vez em quando — criando bairros sociais de custos controlados. Tendo apenas estas duas visões, extremam-se os antagonismos da cidade entre as zonas ricas e as zonas pobres.

Em Lisboa basta pensar nos dois eixos que ligam à Baixa. O da avenida da Liberdade e o da Almirante Reis para perceber que há tios e enteados. A proposta de revitalização do Intendente ficou-se por ali.

Como as gentes de Arroios perceberam “espalhou-se a m**** avenida acima”, mas fundamentalmente para além da proposta inicial este eixo continua a ser descurado pela autarquia comparativamente aos outros. Este e tantos outros.

APFS might be the best new thing in macOS Sierra

I’ve long forgotten to watch Apple keynotes because honestly … they don’t present much these days and my time is very valuable to be sitting for 90 minutes watching promotional material. BUT, in the latest presentation of the future operating system there was something that catched my attention: THE NEW FILE SYSTEM. Apple has been developing it for the past 3 years — making it very young and immature — but it is clearly an attempt to make something modern that goes beyond the HFS+ now on macs. It is good that Apple finally decided to move forward, it is a pity that — in good apple tradition — they did not chose to use open source, but in the end, Mac users will get something better at the next OS that is not just some Bling. REAL TECH. That has to be good, right?

Portugal e as contas do futebol

  • Depois do jogo de ontem fica patente que há algo de muito errado na PSICOLOGIA dos jogadores Portugueses. Não é possível ser sistematicamente a selecção que MAIS REMATA E NÃO MARCA. A probabilidade de isto ser um outlier começa a ser mais pequena que um feijão. Ainda por cima quando estes jogadores até não têm problemas de marcar golos pelos clubes onde actuam. Ora isto quer dizer que algo está a ser mal conduzido na preparação psicológica dos jogadores quando estão na selecção. Os níveis de ansiedade são altíssimos e é sabido que stress dá impotência, aqui no caso seca de golos. Talvez seja altura de falarem com o Paulo Futre a ver se lhes arranjam uns pacotinhos de Libidum Fast.
  • Repito-me, mas aos 38 anos este Ricardo Carvalho não sabe jogar mal, apesar de naturalmente estar mais lento, tem uma inteligência fenomenal e é o que permite que o Raphael Guerreiro seja quem mais esteja a beneficiar de um Europeu revelador.
  • Volto a repetir-me, o Quaresma é de início. Não aguenta mais do que 60 minutos, mas são 60 minutos em que os adversários nunca sabem o que vai sair dos pés dele. Há que o aproveitar melhor.
  • O nosso meio campo é uma nódoa. Moutinho, William ou André Gomes são jogadores de receber e passar, receber e passar, receber e … ó homens, corram com a bola quando tem espaço pela frente. Por isso é que continuo a dizer que o Renato Sanches devia jogar de início a fazer de Rui Costa a levar a bola quando tem espaço para a frente em vez de jogar para os lados.
  • Quanto a contas, bem lá serão as do costume. Tudo de papel e lápis na mão para ver se dá. E era esta a selecção que ia ganhar o Euro quando se foram banquetear em Belém. O Português também acredita em qualquer patranha que lhe contem, desde que haja festa.

The 1984 we are getting into. Trouble ahead Captain.

  • I’m stunned by this idea that in a near future the written word might disappear from online. At least that is what FB executives think might happen. The written word is probably the best, most elegant, and most fundamental way to articulate an idea, to express a thought, to represent our passions. But VIDEO KILLED THE well… KILLED THE WRITER in all of us. The long-term vision of FB seems to be of a world of dumb people seating happily watching videos. REMEMBER APPLE 1984 AD?. It is terrifying that technology instead of empowering people is making them dumber, and that companies like FB happily comply.

Working remotely: certainly the future.

In a tech world remote work will be the future, but trying to figure out which companies are hiring or allow remote work is not certainly easy. That is why RemoteBase is so great. It is a directory, yes, like those of the ancient webs, but it is great because it is only dedicated to companies that allow remote work. When you are searching for work, maybe it is a good idea to take a look at these companies first.

1-1! porquê o 4-4-2? onde está o 4-3-3?

Há alturas em que até temo ter razão. A selecção precisa deixar de ter medo de fazer certas coisas como passar a bola e imprimir velocidade. Não há ninguém nesta selecção que saiba o que é verticalidade e velocidade ao jogo. Limitam-se ao pontapé longo ou ao passe para o lado que a bola queima. E claro que parte da culpa também é do treinador. Há que ter coragem e meter o Renato Sanches a titular e dar-lhe o patronato do meio campo. Há que colocar o Cristiano no lugar certo na ala. João Mario e André Gomes são uns empatas. O Nani eclipsou-se no encanto de se achar o melhor do mundo e o Vieirinha, bem o Vieirinha é uma nódoa. Meter o Quaresma é de inicio. Sabe-se isso há 20 anos excepto que ninguém o mete a titular. Eder? Quem? Salva-se o Raphael Guerreiro que mostra muita qualidade e o Ricardo Carvalho que não sabe jogar mal. E agora? Será que podemos ter um 4-3-3 no próximo jogo com o Danilo, Renato Sanches e Moutinho no meio campo ou vamos continuar a inventar?

No dia em que a selecção joga

  • há um muito tempo que não olho para as estatísticas dos RSS, mas… é ainda importante (ou relevante) o RSS nos dias de hoje onde tudo o que se publica vai aparecer invariavelmente nos feeds das redes sociais e onde ou se captura a atenção do leitor em 2 segundos ou se vai para ao esquecimento digital? Uma tecnologia que prometia agregar os conteúdos estará a caminhar para a prateleira da K7 ou do CD? Particularmente no meu caso, desde o encerramento do Google Reader que os meus leitores de feeds tem permanecido mais fechados durante mais tempo. Sinal dos tempos.
  • A união europeia está cheia de tipos com boa vontade, mas que são uns nabos em termos de IT. Hoje era para ter assistido a um webcast relativo ao processo de revisão dos projectos submetidos para o H2020, mas… o servidor de webcast estava lento, lento, lento ao ponto de dar um erro quando se tentava aceder e éramos redireccionados para uma página de desculpas em muitas línguas. Contactados por email, lá acabaram por responder que afinal havia algumas pessoas que estavam a conseguir aceder e que outras nem por isso, mas a sugestão dos tipos é que eventualmente o utilizador estaria a fazer alguma coisa mal e prontificavam-se a ajudar sugerindo:
  • Era exactamente isto que precisava hoje de manhã. Tratarem-nos com paternalismo. Não, não resolveu o problema de falta de capacidade dos servidores que eu clicasse delicadamente no link como botão esquerdo. Apre.
  • Enquanto se espera por logo, e logo quer dizer Futebol, estou novamente a reinstalar Raspbian. Porque raio é que ao fim de tanto tempo o instalador ainda dá erros e não há duas instalações iguais? Inveja do windows?
  • Nos negócios… uma semana de risos, a Gawker faliu – ou estará a ganhar tempo? – e a Microsoft comprou a linkdin por uma batelada de dinheiro. Pensando bem, se calhar não é mau negócio uma vez que a Microsoft está cada vez mais a transformar-se numa espécie de IBM. Mas em todo o caso… Em ambos os casos. Ouch, tanto dinheiro.
  • E voltando ao Futebol, ainda bem que o Quaresma está lesionado, porque senão a selecção até podia jogar bem, o Nani ia fazer uma fita por jogar no banco e lá pelas meias finais o Pepe ia aos arames. Assim vamos sofrer, jogar mal, ganhar contra os coxos pela margem mínima e depois lá para a frente perdemos novamente e o treinador põe o lugar a disposição (e coitado to Fernando Santos que mais não pode fazer com estes ovos). Podemos no entanto acabar com estar ilusões de que somos muito bons como o jornalistas nos querem fazer crer? Apre, isto vai ser sofrível de ver e nem um presidente armado em entertainer nos salvará. Por isso mais vale ir com calma pessoal.
  • Brexit or not. Honestamente há alturas em que temos que pagar pelos nossos erros e se calhar o reino unido tem que pagar pelos seus. Por isso PLEASE LEAVE THE EU MY BRITISH FRIENDS. E por falar em exit… A UEFA castiga suspendendo o castigo? Não se dá o exemplo e depois lá vai continuar a desgraça em França. Violência e disparates… na TV próximo de si brevemente, antes, durante e depois dos jogos.

WE MAKE TOOLS FOR THESE KINDS OF PEOPLE. No more.

Apple is starting to crack and everyone is throwing curve balls at it. The greatest company on earth is not growing anymore. What? Panic? What should I do? What happened? A few quick notes.

  • The most painful truth about apple is that in recent years apple focused more on the superficial than on the essential. When Steve Jobs was at the elm of the company, priority number one was to make great products. And great products != numbers shipped. Apple always built useful tools that you couldn’t find anywhere else. That’s why designers and creative people bought macs, not because of the aluminium shell but because the platform had the best tools for them. The iPhone was the same thing. At launch no one had the same tools, therefore the iPhone was useful. With time Android played catch-up and surpassed iOS and apple focused on selling the shell instead.
  • The pinnacle of this announced disaster came with two products that clearly show how adamant Apple is right now: The $10,000 watch and the 1 port MacBook. Two products that are so clearly wrong that I’m amazed it took so long for them to stop growing.
  • Apple always took some existing market product, made it 10 times better and sold it. This was what happened with the iPod and the iPhone, but since these blockbuster products (that they milked, milked, milked like Microsoft milks Windows and Office) there is nothing. Their `love’ for music? They bought beats headphones (the crapiest, low-fi headphones in the market) just because 99% of soccer, football and track players where using them. Did they make a good product out of it? Nah…
  • When apple announced the iPhone it was a revolution, but during that announcement Steve Jobs also made another announcement that made me scary at the time: They changed the name of the company from Apple Computer Inc. to just Apple Inc. Dropping the Computer from the name wasn’t the issue. The issue was the mindset that this created. A Computer is a tool. Is the digital era equivalent of a piece of plywood and a hacksaw. You can build houses with those. Dropping the Computer meant a change in apple mission. The change from making premium tools (that they charged premium money for) to the making of great gadgets (that they still charged premium money). But a great gadget is not the same thing as a great tool. The later doesn’t need to be useful while the former needs to be useful to succeed. In the end they started targeting the sheep instead of the shepherd and their sales exploded. Until now.
  • The “Think Different” ads that defined Apple said:

Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them. But the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. They invent. They imagine. They heal. They explore. They create. They inspire. They push the human race forward. Maybe they have to be crazy. How else can you stare at an empty canvas and see a work of art? Or sit in silence and hear a song that’s never been written? Or gaze at a red planet and see a laboratory on wheels? We make tools for these kinds of people. While some see them as the crazy ones, we see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do.

  • WE MAKE TOOLS FOR THESE KINDS OF PEOPLE. No more.

5 essential tricks for R users

R is very powerful and is becoming the language of data scientists. But some things require a bit of learning and are not obvious to the R newcomer. Here are five useful tips if you are just starting out:

  1. Sometimes data is not in the correct format and you need to reshape data to use it in R. Instead of using external software you can do it directly in R.
  2. Plotting multiple series in the same figure. This can be accomplished using R ggplot2 library producing better looking graphics.
  3. If you do Network Analysis, you’ll need to partition the graph into communities. Finding communities in R is easy with the igraph package.
  4. Still playing with graphs, you can colour different nodes according to some data property. Check how to colour graph nodes in R.
  5. R ggplot2 allows you to accept most of the defaults and have great plots, but sometimes you might want to customise them further. Check how to customise ggplot2 axes labels.

Extra: If you use Sweave to automate your reports with live data in R, you might sometimes want to extract the R snippets to a new R file. Instead of copying and pasting, try this:

Stangle("big_sweave_doc.Rnw", output="big_sweave_code.R")

Data Analysis of 2015 Tourism in the EU: Why raw numbers are worthless (tl:dr)

2015 EU Tourism

Eurostat released a short statistic about the number of tourism nights spent in the EU in 2015. Curiously, Spain shows up as the top tourist destination in Europe. Hm… right at the moment when everyone is speaking about the Spanish influence everywhere. Top. What does that really mean? And what is it about all these rankings in absolute terms that are not comparable across countries in the first place?

When looking at the data we can see that there is no “normalisation”. All comparisons are made in absolute terms. And this is like comparing apples to oranges or comparing China population to the Vatican. Doesn’t make any sense to me.

The data contains also the number of tourism nights of Non-Residents and of Residents for each country.

This in itself is very interesting, because we can take different strategies to compare the two different types of tourism. Non-residents visiting the country vs Residents visiting other other parts of their own country.

The issue with this type of raw data is that it gives the impression that things are very different when sometimes they aren’t. Portugal and Spain appear very different from this chart, but the it doesn’t take into consideration the sizes of both countries.

We need some normalisation of the data so we can compare the numbers between different countries. Comparing Malta and France, or Spain and Sweden doesn’t mean much if one doesn’t take into consideration other things like country population, country GDP, country area, etc… Is summary we need some variable that acts as normalisation.

I fetcheb the population and area of each of the countries in the report and normalised the data by population and area. Here are some interesting results (full results at bottom of post).

Residents tourism

Normalising by population allows us to have a comparable measure between countries for the tourism that each country had in 2015 from its own residents. By doing so we are just getting an average number of nights each person spent doing tourism in his own country.

It is clear that Spain is not the top country anymore. Norway, France, Sweden and Netherlands take the spotlight. Their nationals are the ones that make the most tourism inside their own countries. On average a Norwegian spends almost 4,5 nights doing tourism in Norway contrary to Spain where this number drops to 3,3. Clearly rich countries residents do more tourism inside than poor countries residents — hinting that analysing this data against the GDP might be an interesting approach.

Non-Residents tourism

On the other hand if we want to see how attractive a country is to tourists, we can’t normalise to the countries population (not entirely true), but instead we can normalise in relation to the area of the country. The reasoning behind this is that the interest is proportional to landscape features — beaches, monuments, cities, etc… — that the country presents to tourists, and those are proportional to the area of the country… Obviously some locations have higher densities of tourist spots than others.

The results are surprising. Malta being a very small island is fully dedicated to tourism. It is clearly the outlier here — and forced me to use a logarithmic scale — but it shows clearly that the ranking of tourism cannot be measured by raw numbers alone. Performance and efficiency require comparable measures not raw data.

In this case Spain and Portugal are very close together. Wouldn’t that be expected? Portugal and Spain both have strong beach summer tourism, a pure geographic factor. In history terms Portugal has a common past with Spain of war and family. Therefore monuments and historic cities should be relatively similar in terms of attractiveness to tourists. Both countries have excellent food and their cultural heritage ashamed none. Why would they attract tourists in such a different way as the first chart tried to indicate?

Spain might be slightly more efficient at attracting tourists, they are closer to the European center, and there are probably some supra linear effects, but in the end iberian countries are very similar.

Conclusion

It is clear that what european agencies sometimes published should be taken with a pinch of salt. Not because their data is wrong, but because the reading of the data might be misleading.

Yes, Spain has the largest number of tourism nights in Europe. Does it mean that Spain is the most efficient country in terms of tourism? Does it mean that Spain has the largest number of touristic features to attract foreigners? Well clearly not.

Croatia seems impressive in taking advantage of what it has. Malta, Cyprus are also very effective because they are islands. If you look at nationals tourism, rich northern countries like Norway, France, Sweden and Netherlands, seem to have more nights per person than any other.

What this shows is that there are many narratives that can be written about the same data. Raw numbers alone is misleading. The difference between Portugal and Spain is not that different if you try to correct for the size of the countries.

The full analysis is available in R Markdown format and you can play with the script yourself by using RStudio.

This post is available in PDF format

AlphaGo beats Lee Sedol. Lessons from 1997

Go was praised as the last frontier for AI. Computer programs were not good enough to tackle the complexity of the game because they lacked the intuition and creativity shown by human professional Go players — that studied the game all their life. This lead to the idea that Go players, as opposed to chess players, were protected from the silicon invasion.

But now it is GAME OVER. Google’s AlphaGo demonstrated that silicon is now able to win against the best Go players. Is this a Shock? Why would anyone think so?

While the line of players queuing up to lose to AlphaGo is growing, the important think about AlphaGo is not to play against it, but to use it as a machine for improving. The line of Professional Go players wanting to buy a copy of AlphaGo is growing bigger.

Like in chess, where the Stockfish and Rybkas of the game changed the training process of the players, the same will happen in Go. Professionals already use computer databases of Go games. Now they will embrace the computer style of play to become stronger players. Others, like in chess, will do the opposite and try to do what the computers lack. Creative play, even if objectively inferior against other humans, might give some players the pleasure of taking the fight to places where the machine has not been before and might have a blind spot.

After 1997 defeat to Kasparov, the world of chess was also in shock. The end of the human domination. #AI was here to control us. In the end no one worried much and even had a little bit of fun when in 2006 Kramnik played Deep Fritz and left a mate in one on the board for the computer to win. That’s the reality of AI engines. We have fun and make mistakes like Kramnik. They are just machines and can’t loose like that.

The problem of having strong silicon players available is that cheating will now become an issue they will need to deal with. Cheating in chess is a problem and strong measures have been put in place to try to solve the issue. Will we have a Go Toiletgate? Go play will certainly have to adapt.

Another final point about the match. Lee Sedol is one of the Go monsters and there’s nothing to be sorry for this match. He won one game against the computer, and not many players will be able to say the same from now on. Anyone that comes next in the line to play AlphaGo, is just going to face a stronger engine and will have diminished chances to win. Meanwhile Sedol deserved his place in history.

The game of Go, like the game of chess, sees changes in the style of play from time to time, namely when some genius grandmaster comes and starts applying a new style. AlphaGo greatest legacy will be how humans will start playing Go in the future. Maximising winning chances instead of maximising winning margin will be on everyones mind and those seemingly spurious moves will be analyses until understood fully. The game of Go will not be the same in the future and for that AlphaGo alone is the most important stone in the board of the XXI century.

What’s next for #AI? Well, the game Arimaa — that was invented after Kasparov’s defeat to Deep Blue, and can be played with a traditional chess set — was specially constructed to be difficult for computers to master, was beaten in 2015 (And honestly, what were they thinking with that childish set pieces of the comercial Arimaa, cats, dogs and rabbits?). My suggestion is that the next challenge to #AI has to be in games were information is not complete as Vitorino Ramos puts it:

Will #AI move in that direction? Backgammon is a game were the roll of the dice can change the results. Poker depends also on chance and human strategies (bluff) that are difficult for the computer to understand. Talking about adaptability, can #AI move in a direction where the same program learns the rules of all these different games and starts playing them well without human tweaking of the underlying computational paradigm? That would be truly revolutionary.

As for me, I tried Go but I’m just a stone thrower. I’ll stick to that inferior game of Chess, play some gambits, and loose in many creative ways.

Email is not dead, but it is not private either

Get Smart Privacy Bubble

“I have the impression my email is being read”

I have lost count of the times this exact phrase was repeated to me.

What makes email users assume that their emails and accounts are private if the protocol doesn’t ensure anything related to privacy when they press the compose button?

People tend to assume something private as long as the communication is established in a binary relation. Users don’t assume emails to be private in group emails but they fall back to this mental illusion when emails are being sent to one person alone. Worse: when the emails go back and forth in a “chat” style, people feel like they are in an intimate conversation that no one will ever find. THINK AGAIN.

Also, users assume that their emails accounts are safe from prying eyes. That no one is able to read what they’ve written and that keeping a good password is all that is needed for privacy in email. DON’T THINK YOUR EMAIL IS SAFE. Your company is the owner of the email server. Assume every email you send and receive as public communication.

Start treating email as a conversation held in a PUBLIC SQUARE with people walking by. 99% of the people will not listen to a single word of your conversation, but some will, and some will use that information AGAINST YOU.

If you are in a public square and you need to talk “privately” you need a code. A cypher that only you and your counterpart know and can use. In email the only way to be sure YOUR COMPANY (or the police/dictator/google/ad company) DOESN’T READ YOUR EMAIL is to use encryption — PGP, or GPG in it’s open source implementation. USE IT, LEARN TO LIVE WITH THE HURDLES OF ITS DAILY USE. Only then can you be assured of not being pried of your privacy rights like a PIG IN A SLAUGHTER HOUSE.

Using PGP is not straightforward I concede to that — but many things in life aren’t — and you cannot send a secure email to someone that doesn’t want to setup a PGP public/private key. But you can incentivise more people to use start using it. FIRST STEP TO SOLVE A PROBLEM IS TO RECOGNISE YOU HAVE A PROBLEM.

Add a line like this to all your email signatures:

PLEASE TREAT ALL EMAILS YOU SEND AS PUBLIC
IF YOU NEED FULL PRIVACY USE PGP ENCRYPTION
https://en.wikipedia.org/wiki/Pretty_Good_Privacy
MY PUBLIC KEY/ID IS 517F6E08

More people think that their communications aren’t safe. They need to be protected from eavesdroppers while speaking in public squares. We don’t need Get Smart’s privacy bubble, but software exists that allows us to ensure high levels of privacy. We just need to stop being LAZY.