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Música sem DRM com email escondido!

June 1st, 2007

Oh! Steve, Steve… não havia neces­si­dade,…” diria um uma per­son­agem da TV por­tuguesa há alguns anos.

O acordo tão lou­vado entre a Apple e a EMI há algum tempo, de repente parece estar a transformar-se num desas­tre de relações públi­cas. A descoberta de que os ficheiros Fairplay-Free afi­nal não são tão livres assim, incluindo nos dados do ficheiro infor­mação sobre quem com­prou o ficheiro, incluindo o email. Ora mais uma vez não havia neces­si­dade de tamanho disparate.

Com isto o iTunes Plus não passa de um engano. As pes­soas vão-se sen­tir vio­ladas nas sua pri­vaci­dade e penso que pode ser um show-stopper para muitos que pen­savam em uti­lizar o novo sis­tema de compras.

Eu sei que uma amiga minha gosta muito de uma dada música. Decido fazer-lhe uma sur­presa, com­pro a música no iTunes e envio-lha por email. Ela pega nela e mete-a num P2P! O que me acontece?

1) A EMI pode vir atrás de mim para me processar.

2) O meu email é adi­cionado a uma base de dados por alguém do P2P e enchem-mo de Spam, para além de ficarem com alguns dados da minha conta no iTunes.

Ou seja, a inclusão de algum tipo de iden­ti­fi­cação do cliente no ficheiro áudio é mau, muito mau mesmo. É como se fos­se­mos com­prar um maço de tabaco e a tipa da tabacaria nos dissesse que tinha que meter o nosso número de con­tribuinte em cada uma das beatas!

Arti­gos Rela­ciona­dos: Música

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  1. June 1st, 2007 at 17:49 | #1

    A meu ver, isto só é um dis­parate se a razão para se ser con­tra o DRM é para se poder par­til­har música com os ami­gos, ou mel­hor, com o resto do mundo.

    Eu dou boas vin­das à música sem DRM sim­ples­mente para poder ouvir em qual­quer dis­pos­i­tivo que eu pos­sua, não para andar a redistribuí-la.

    Se isso acon­te­cer, da tua amiga, depois expli­cas isso ao juíz. :P hehe

    Small price to pay, I’d say.

  2. June 1st, 2007 at 23:01 | #2

    DRM voçês recla­mam.
    Não há DRM voçês reclamam.

    ps: Dá à tua amiga um iTunes Gift Card e tens o prob­lema resolvido. Mas isso é sim­ples de mais e não dá para pegar com o DRM não é ? ;-)

  3. June 2nd, 2007 at 18:27 | #3

    … assim de repente, “choca-me” se é facto que isso não é referido em lado algum ao con­sum­i­dor. Pen­sando mel­hor, chego à con­clusão que estão a adop­tar à música aquilo que fazem no soft­ware, com o reg­isto que geral­mente está asso­ci­ado ao sw pro­pri­etário. Fica lá “meio metido” o nosso reg­isto. Não é para ser par­til­hado. É legí­timo ? Talvez sim, porque não… ?

    Agora, as coisas devem ser feitas às claras, algo que pelos vis­tos não acon­te­ceu. Aproveitam-se da vis­i­bil­i­dade que dá *só* referir “non-DRMic”, e deixam que as “condições” apareçam depois, com danos colat­erais infe­ri­ores e cal­cu­la­dos. Aposto que muitos con­sum­i­dores (dos bem inten­ciona­dos) que a vão com­prar, mesmo mais cara, prefe­riam saber isso logo à par­tida. E com razão. Pas­sariam até a pro­te­ger mais a “sua” música. Eu fá-lo-ia.

    Con­tra jogadas menos claras, con­tinuo sem­pre a dizer, blame the artists too! As edi­toras são o mid­dle man. Estão lá para gan­har o $$$. São con­tratadas para isso. Blame the artists too, i say. Lot’s and lot’s of small record lables present no DRM.

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