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Posts Tagged ‘Negócios’

Alguém sabe o que o Yahoo quer?

July 14th, 2008
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Com mais uma recusa por parte do Yahoo! em vender o negó­cio da pesquisa online à agora dupla “MicI­c­ahn­soft” em que ficamos? Para além disso a pro­posta, que desta vez não foi tor­nada pública, era vál­ida ou serviria ape­nas para que o Carl Icahn gan­hasse apoio para a assem­bleia geral de accionistas que se avizinha?

Em todo o caso é para uma pes­soa per­gun­tar: “Que raio é que o Yahoo! quer?”. É que a resposta a esta per­gunta aju­daria a definir muita coisa. Ou o Yahoo! está ape­nas à procura de um preço que julga certo ou então se não quer vender nada que o diga tam­bém. Mas a falta de rumo começa a ser evidente.

Petróleo: Terra a caminho da recessão?

June 18th, 2008

O bar­ril de crude atingiu os $140. Em Setem­bro de 2002 (há 6 anos) estava abaixo dos $25. E em Setem­bro de 2007 (há menos de um ano) estava nos $80, em 9 meses subiu $60 (75%)

Mas alguém con­segue ter a ilusão que a econo­mia mundial não vai entrar em recessão muito prox­i­ma­mente? Ainda para mais quando alguns pro­du­tores já ultra­pas­saram o chamado Pico do petróleo.

Ou rap­i­da­mente se começa a inve­stir em alter­na­ti­vas ou mesmo antes de ser por causa do efeito de est­ufa, ou do sal­var o plan­eta, vamos ter um grave prob­lema de colapso da nossa econo­mia, a nível mundial.

Comen­tário do Paulo Alves: “O inter­es­sante é que só agora os nos­sos gov­er­nantes acham que é tempo de ren­ováveis, talvez nuclear. Isto tem ainda mais piada se pen­sar­mos que o nosso Pres­i­dente da República acha que o preço do crude é uni­ca­mente pro­duto de espec­u­lação.

Icahn mais calmo?

June 16th, 2008
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A nov­ela Yahoo+Microsoft+Google tem sido uma fonte de notí­cias nos últi­mos meses. A ver­dade é que os desen­volvi­men­tos destes negó­cios vão ter um impacto muito grande no futuro próx­imo do mer­cado pub­lic­itário online, que se prevê que vá con­tin­uar a crescer

Mas a parte mais inter­es­sante é que o Carl Icahn que até há muito pouco tempo pare­cia deses­per­ado por vender o Yahoo! à Microsoft, depois de ter despe­jado alguns mil­hões de acções em bolsa já vem dizer à Reuters:

While the Google deal is not the same as an offer of $34.375 per share for Yahoo, I am con­tin­u­ing to study it, and it might have some merit,” (…) “I con­tinue to be extremely dis­ap­pointed with the Yahoo man­age­ment, but the Google deal might have some merit and seems to be bet­ter then the alter­na­tive deal pro­posed by Microsoft.”

Está o Carl Icahn mais “macio”? Ou final­mente está con­ven­cido que já não é pos­sível fazer nen­hum negó­cio com a Microsoft e agora está na altura de sal­var a face (e a carteira) e ten­tar evi­tar perder (muito) din­heiro nas cerca de 46 Mil­hões de acções que detêm no Yahoo?

Ver tam­bém:
Apaguem este Fogo
Sobre a guerra Microsoft Yahoo
Icahn says Yahoo-Google ad deal has merit

Yahoo+Google!=Microsoft

June 13th, 2008
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O que fez cair as acções do Y! a pique? A con­fir­mação de que as nego­ci­ações entre Y! e MSFT acabaram? O dump do Michael Icahn na bolsa? O facto do negó­cio Google+Yahoo ser um erro?

Ontem foi um dia impor­tante para o panorama do mer­cado pub­lic­itário online. O pos­sível acordo Yahoo-Microsoft ficou final­mente destruído com o anún­cio de que o Yahoo tinha chegado a acordo com o Google para o mer­cado da pub­li­ci­dade resul­tante das pesquisas.

Isto colo­cou o Yahoo em modo “Sell” emb­ora tal possa rep­re­sen­tar um acréscimo de receitas na ordem de 1 bil­ião de dólares por ano. Estranho? Talvez não, se pen­sar­mos que quem saiu prej­u­di­cado com este negó­cio foi o Carl Ichan que que­ria sub­sti­tuir a direcção actual do Yahoo! e que de repente com o fim das nego­ci­ações com a Microsoft se lim­i­tou a despe­jar as acções em Bolsa.

Por outro lado o que quer isto dizer que na altura as únicas pes­soas que que­riam o negó­cio entre Y! e MSFT seriam mesmo o Carl Ichan e o Steve Balmer, sendo que os accionistas não pen­sariam o mesmo. A cotação do Yahoo após o anún­cio caiu a pique (10%) enquanto a da Microsoft cresceu, mostrando que um grosso dos accionistas da última não acred­i­tava no negó­cio e que do lado Yahoo o Michael Icahn terá desis­tido e vendeu a sua posição.

Em ter­mos de con­se­quên­cias para o futuro isto não será muito inter­es­sante. O Google basi­ca­mente está a blindar o seu negó­cio, fazendo com que o mer­cado da Microsoft na pub­li­ci­dade passe de pequeno a quase insignif­i­cante, e trans­for­mando o Google no novo alvo do mal. Não que a microsoft seja mel­hor, mas efec­ti­va­mente cada vez começam a ser menos as difer­enças entre Google e Microsoft.

Quanto ao Yahoo!? Emb­ora não seja uma empresa pequena neste momento não passa de uma bola de ping pong que vai andar ao sabor dos mer­ca­dos. Basta ver que em ter­mos de cap­i­tal­iza­ção bol­sista temos MSFT com 263B, Google com 174B e Yahoo com 32B, o que sim­ples­mente coloca a empresa de Jerry Yang como fan­toche das jogatanas dos out­ros dois gigantes.

O negó­cio do Yahoo com a Microsoft não era bom, prin­ci­pal­mente para os próprios. O negó­cio Google — Yahoo não é bom para todos…

Ver tam­bém:
Apaguem este Fogo
Sobre a guerra Microsoft Yahoo

Taxas aduaneiras! Alguém percebe isto?

April 9th, 2008

camera lenses

Estive a ver as taxas adu­aneiras que temos que pagar caso com­pre­mos alguma coisa fora do mer­cado único e só posso dizer que mais uma vez esta­mos per­ante um sis­tema fascinante.

Se quis­erem, podem fazer down­load da tabela das taxas adu­aneiras usual­mente pagas para pro­du­tos com­pra­dos via inter­net em países não europeus (Leia-se EUA por causa do dólar barato).

Mas vamos lá ler alguns pro­du­tos deste guia fantástico:

Read more…

Apaguem este fogo…

February 23rd, 2008
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Foto de Hugo*

No meio da con­fusão que se está a tornar a guerra entre a Microsoft e Yahoo, agora começou mais um prob­lema para Jerry Yang (CEO do Yahoo). Segundo a Reuters dois fun­dos de pen­sões de Detroit, mais pre­cisa­mente os fun­dos da polí­cia e dos bombeiros, decidi­ram proces­sar a direcção do Yahoo, por não aceitarem a oferta “fab­u­losa” da Microsoft.

Os fun­dos pre­ten­dem que as acções em tri­bunal impeçam a direcção do Yahoo de tomar medi­das defen­si­vas e tam­bém o pos­sível negó­cio com a AOL ou com a News Corp. do Rupert Mur­doch obri­g­ando a direcção a recon­sid­erar a oferta da Microsoft.

Entre­tanto as acções em tri­bunal cresce­ram durante as últi­mas sem­anas depois da rejeição da OPA por parte da direcção do Yahoo, mostrando que os accionistas estão descon­tentes e cul­pam a pouca sim­pa­tia do Jerry Yang pela Microsoft pela rejeição.

Esta é a beleza da econo­mia mundial que hoje em dia é dom­i­nada pelos fun­dos (sejam de pen­sões ou out­ros) cujo objec­tivo é exclu­si­va­mente o de con­seguir 15% ao ano. Acon­tece que o a oferta da Microsoft é 61% supe­rior ao valor da cotação em bolsa o que para qual­quer fundo que tenha acções é motivo mais que sufi­ciente para vender. Como qual­quer fundo, o objec­tivo não é ser accionista, mas antes fazer os tais 15% de returns ao ano…

Nos próx­i­mos tem­pos penso que vamos assi­s­tir a mais situ­ações destas de forma a pres­sionar a direcção do Yahoo. Por outro lado se o Yahoo con­seguir um par­ceiro estratégico rap­i­da­mente, pode evi­tar mais chat­ices e evi­tar per­das maiores.

Ver ainda:

Sobre a guerra Microsoft Yahoo

February 13th, 2008

A pro­posta de com­pra do Yahoo por parte da Microsoft parece que pode reben­tar numa guerra. Pelo menos se aten­der­mos à rejeição por parte do Yahoo da OPA. Mas poderá mesmo assim o Yahoo entrar nesta guerra? Qual o ver­dadeiro objec­tivo da Microsoft?

Começando pelo Yahoo: Está com uma posição frag­ilizada, porque desde há cerca de um ano onde a cotação andava em torno dos 30$ que tem vindo a cair lenta­mente atingindo alguns dias antes da OPA o valor mín­imo de 21$. Um valor óptimo para agradar à Microsoft. Para além disso a empresa não tem con­seguido inverter a descida nos resul­ta­dos e aproximar-se do Google em ter­mos do mer­cado de pesquisa. Mer­cado este que só é útil porque per­mite vender pub­li­ci­dade e na pub­li­ci­dade nor­mal­mente quem tem a maior fatia leva tudo… (ou quase). Para além disso pre­tendia ainda des­pedir cerca de 1000 funcionários.

Assim, o Yahoo estava a jeito para que alguém o ten­tasse com­prar. A Microsoft olhou para o valor das acções do Yahoo e atirou-se no dia 1 de Fevereiro (é tam­bém curioso como as acções do Yahoo subi­ram em flecha nos dias ante­ri­ores a se saber da pro­posta da Microsoft? Hm? Inside Trad­ing? Será que alguém desatou a com­prar Yahoo na admin­is­tração da Microsoft?). Curiosa­mente a Microsoft e Yahoo jun­tas con­tin­uam a ser mais peque­nas que o Google no mer­cado dos motores de busca e pub­li­ci­dade online, o que torna cria algu­mas dúvi­das quanto à com­pra. Mas isto tudo passa por uma estraté­gia de expan­são da Microsoft para out­ras áreas de mer­cado ata­cando aquele que tem sido até agora o monopólio do Google (75%).

O Google foi aliás o primeiro a rea­gir a uma pos­sível com­pra através do seu blog ofi­cial procu­rando fazer a vida negra à Microsoft (aliás da mesma forma como a Microsoft fez ao Google quando este com­prou a Doubleclick).

Entre­tanto começaram os rumores que a direcção do Yahoo iria rejeitar a oferta de aquisição por parte da Microsoft e sur­gi­ram rap­i­da­mente as “alter­na­ti­vas”. Estas “alter­na­ti­vas” não são mais do que a jogatana nego­cial comum neste tipo de situações.

Fala-se na pos­si­bil­i­dade da Yahoo com­prar a AOL para desmo­ti­var a com­pra da Microsoft, fala-se que a Apple pode­ria com­prar o Yahoo, fala-se de uma aliança entre Yahoo e Google… … ok, fala-se tudo porque no final a direcção do Yahoo acabou por rejeitar a venda, mas não fechou com­ple­ta­mente as por­tas a um “aumento” de preço…

A Microsoft não perdeu tempo a dar o passo seguinte e já anun­ciou que talvez a decisão da direcção do Yahoo não seja a mesma que a dos accionistas. Quer isto dizer que vai à guerra e se con­seguir con­vencer alguns grandes accionistas a vender, estes irão fazer muita pressão den­tro do Yahoo.

A lóg­ica do Yahoo de rejeitar à espera de mais din­heiro é ten­ta­dora, mas a ver­dade é que havia muitos accionistas pron­tos para vender (a Microsoft ofer­e­ceu 65% mais que o valor da véspera) e quando a direcção rejeitou a oferta, as acções caíram nova­mente. Numa situ­ação destas, nor­mal­mente a empresa mais pequena tem pou­cas hipóte­ses para fugir. Aten­dendo a que o negó­cio não está a cor­rer bem e nos próx­i­mos tem­pos vai tomar decisões baseadas na ideia de aumen­tar o valor da OPA em vez de decisões para mel­hor o seu negó­cio, a pressão para o lado do Yahoo são enormes.

Seja qual for o des­fe­cho desta guerra, há para já um vence­dor claro. O Google, que vê a sua posição recon­hecida e ainda por cima com um papel activo, fazendo lobby para pro­te­ger o seu monopólio. Por outro lado a Apple que se decidir estra­gar o negó­cio à Microsoft vai ter na direcção do Yahoo uma direcção muito amiga de Cuper­tino. Se o negó­cio se con­cretizar o Google mesmo assim ainda tem uma folga da talvez um ano até que a com­bi­nação Microsoft-Yahoo comece a fazer efeito, porque estas com­pras levam sem­pre algum tempo a acon­te­cer e emb­ora o Google já não tenha a capaci­dade de mudar como antiga­mente, ainda con­segue ser mais rápido de rins que a Microsoft.

Há tam­bém um perde­dor. O Yahoo. Porque não sairá desta guerra da mesma forma como entrou. Depois de ser uma das pou­cas empre­sas Web 1.0 a ter sobre­vivido ao Crash das dot.com o Yahoo vai pre­cisar de muita imag­i­nação para sobre­viver nova­mente, porque mesmo que não casando com a Microsoft, muito provavel­mente terá que for­jar outro tipo de alianças que no futuro o deixarão fragilizado.

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