Filmagens numa DSLR?

Foto de Jacky W

Quase todas as câmeras point and shoot permitem fazer filmes. De uma forma ou de outra acabamos por utilizar esta funcionalidade para depois encher sites como o youtube ou o blip.tv com inutilidades das nossas memórias. Os filmes nunca são tão bons como os que se conseguem quando se utiliza uma câmara de filmar dedicada. Então se for das novas HD nem se fala. Mas nas Point & Shoot isso não importa. Afinal é só para fazer uma brincadeira…. Mas e nas DSLR?

Até agora as DSLR são máquinas mais sérias, que prometem fazer melhores fotografias. São normalmente vocacionadas para os fotografos super amador e profissional. E até agora estas máquinas não tinham a capacidade de fazer filmes.

O grande problema é que o sistema de focagem para ser rápido (leia-se baseado em análise de fase) precisa de um espelho, enquanto os sistemas de AF sem espelho (baseados em análise de contraste) são mais lentos. Por isso é que as Point & Shoot demoram tanto tempo a focar. Ora isto pode vir a mudar no futuro próximo. O Live View já existe em alguns modelos e uma patente registada recentemente parece indicar o caminho para se poder ter filmes numa máquina DSLR.

Isto levará provavelmente a que os primeiros modelos DSLR com esta funcionalidade sejam os da gama baixa, ou gama de entrada, para quem esta funcionalidade atrai mais que noutros segmentos. Vejo com alguma dificuldade os profissionais a quererem ter a funcionalidade nas suas topo de gama, acima de tudo porque a baixa qualidade não lhes faz falta. Quando precisam de filmar em alta qualidade falo-ão com câmaras dedicadas. Porém no futuro as marcas que não incluírem estes avanços tecnológicos serão olhadas como tendo ficado para trás o que levará certamente a que esta tecnologia acabe por ser ubíqua.

Mas não percebo. Se em 100 anos da história da fotografia não houve necessidade de colocar uma SLR a fazer filmes, porque é que agora no digital tal parece ser uma paranóia… Honestamente não percebo. O mercado ditará… como sempre.

Carro eléctrico fonte de dinheiro!

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E se para além da nossa responsabilidade ambiental ficar cumprida (e o ego satisfeito) ainda nos pagassem para ser ecologicamente correctos?

Na Universidade de Delaware foi criado um carro eléctrico que quando ligado à rede eléctrica funciona como sistema de armazenamento da rede (V2G), permitindo dessa forma que a rede retire energia de volta para suprir necessidades pontuais. A vantagem? É que toda a energia que a rede utilizar é paga pela rede ao proprietário em vez de ser paga a estações de produção de electricidade dedicadas a balancear a carga da rede.

Claro que para já este carro é apenas um protótipo e ninguém está a ganhar dinheiro com isso. Aliás duvido que alguma vez o condutor chegue a ver algum dinheiro da rede eléctrica, mas pelo menos está-se no bom caminho.

Afinal os discos rígidos ainda não morreram

Afinal os discos rigidos ainda não morreramDepois do Nobel da Física ter ido para os cientistas responsáveis pelas cabeças dos actuais discos rígidos, a Hitachi prepara-se para prolongar a vida dos mesmos por mais algum tempo ao introduzir uma nova tecnologia que, diz, poderá colocar o tamanho das cabeças em metade da actual, aumentando dramaticamente drasticamente a capacidade dos discos.

Os responsáveis da empresa prevêem que a nova nanotecnologia de gravação permitirá ter discos até 4TB no desktop e até 1TB no portátil, antes de 2011. Ora isto é já daqui a 4 anos… Para a média dos portáteis isto será um aumento da capacidade de cerca de 10x (em média) o que sem dúvida deixa abertas muitas possibilidades dependendo naturalmente do preços e dos consumos energéticos dos mesmos discos.

Toshiba 120 GB 1.8"

Mac Rumors: Toshiba Prototypes 120 GB 1.8″ Single Platter Drive: “Toshiba has announced a prototype 1.8′ HDD that fits 120 GB on a single platter via a breakthrough called Discrete Track Recording (DTR). The drive uses the same form factor currently used in Apple’s iPod classic.”

E pelos vistos a Apple vai lixar novamente quem comprar agora um dos iPods Classic e muito em breve lançará os de 2ª geração (7 geração no total) do classic com capacidades de 120Gb por 249$ e 240Gb por 349$.

Claro que também vai lixar como sempre o consumidor europeu com câmbios onde o dolar custa mais de 1 euro. Mas quanto a isso já não há muito a fazer.

"Digital Divide" ou Oportunismo?

A propósito de uma recente notícia publicada na BBC sobre o projecto da Microsoft vender um bundle OS+Office por apenas 3$

  • 3$ é 3x mais do que qualquer software custa por aquelas bandas. A Ásia “pobre” é conhecida por ser a zona do planeta onde o software custa o preço do CD onde vém… 1 CD 1$ 1Software…
  • A Microsoft prepara-se para matar o Windows XP em todo o planeta em favor do Vista e do Windows 2009 (não sei qual o nome deste ainda) no próximo ano, mas como a Ásia não faz parte deste planeta, para a Microsoft, o bundle que quer vender inclui o Windows XP Starter Edition.
  • Isto tudo, claro, com a condição de que os governos coloquem PCs gratuítos nas escolas. Ora se em 2008 o suporte para o XP acaba, o que vai acontecer a todos esses PCs “obsoletos” que correm o XP vendido 1 ano antes?
  • Os governos desses paises ficam presos obrigatoriamente a uma compra de PCs agora e a um upgrade para um qualquer Vista Starter Edition ou 2009 qualquer coisa Starter Edition no fim de 2008?

Uma pequena história

Vamos imaginar que você é um fabricante de carros. Uma grande empresa, sem dúvida. Cheio de sucessos no passado, mas que já não tem um carro verdadeiramente inovador há alguns anos. Entretanto o seu último carro, apesar de não ser muito seguro, foi evoluindo e muitos sucateiros fizeram fortuna. As oficinas de reparações adoraram o seu último carro. Você percebe que tem que fazer qualquer coisa importante e mete a equipa de desenvolvimento a trabalhar para reinventar o carro dos carros. O seu novo produto vai ser fascinante. Vai varrer da face da terra todos os outros concorrentes. Só vão haver carros da sua marca. O trabalho decorre como devia, e quando finalmente chega o dia do lançamento faz uma grande conferência de imprensa para apresentar o novo bólide: O carro dos carros, impossível de ter acidentes com ele, impossível de se enganar. Vai ser fantástico.

As especificações do carro? 8 metros de comprimento, 4 toneladas, um motor V12 de 6 litros e um consumo de 35 litros aos cem. Velocidade máxima: 210km/h (um pouco mais rápido que um citadino, mas muito dificilmente chamaríamos a isto um citadino). Sim, as linhas são agradáveis e modernas, mas afinal um pouco semelhantes a alguns carros da concorrência. O preço?… uma exorbitância.

Passados alguns meses depois do lançamento você descobre que as vendas estão muito abaixo das expectativas, é entrevistado por uma revista automóvel e tem que arranjar uma justificação e sai-se com:

“A culpa? A culpa é da chuva… Se houvesse mais chuva havia mais acidentes e podiamos vender mais carros!”

Esta história faz-lhe lembrar alguma coisa? Não? A mim faz.

Se mantivermos a história e se a companhia se chamar Microsoft, então o Vista é o sapo que não vende e a culpa é dos piratas, porque de resto tudo se mantém na mesma. Mas aí se calhar a história já não tem tanta piada como quando se fala de carros.

Vencedores e Perdedores no mercado do Livro

A O’Reilly publicou um estudo sobre as vendas de livros sobre computadores e tecnologias de informação respeitantes ao último quarto de 2006 e tem coisas interessantes: Nas linguagens de programação os reis são o Ruby e o Python (sem dúvida as linguagens da moda), em termos de Web anda tudo doido a querer programar Ajax e paralelamente a isto sobem Rails e Javascript. O resto desce. Curioso que nos livros sobre sistemas operativos, todos descem, excepto … os livros para switchers MAC que ganharam 72% (Será o efeito das vendas excepcionais de novos MAC?)

Curioso nestes sobes e desces é que uma das linguagens que mais perdeu foi o Java. Será que a abertura em formato Open Source influenciou alguma coisa? Ou será algo cujo efeito se notará apenas em 2007? Ou será que o Java começará a ser utilizado cada vez mais por franjas marginais, como o caso do Fortran, que hoje é basicamente utilizado por investigadores universitários e pouco mais?